A deputada federal Camila Jara (PT-MS) não assinou o requerimento de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que visa investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A proposta da CPI é de autoria do deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e já conta com mais de 185 assinaturas — acima das 171 necessárias.
A CPI foi motivada por denúncias de irregularidades na concessão de benefícios, uso de documentos falsos, atuação de quadrilhas especializadas e crescimento das filas de espera. Os defensores da comissão afirmam que há indícios de bilhões de reais em prejuízos aos cofres públicos.
As fraudes no INSS envolvem descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas, realizados por meio de falsificação de documentos e outras práticas ilegais. A Polícia Federal está investigando o esquema, que resultou em um prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.
A operação, conhecida como "Sem Desconto", levou à demissão de altos funcionários do INSS e ao aprofundamento das investigações sobre a atuação de quadrilhas que manipularam dados previdenciários. A criação da CPI é vista como essencial para esclarecer as falhas na gestão do sistema e responsabilizar os envolvidos.
A maioria dos deputados que apoiaram a CPI são da oposição ao governo Lula, principalmente do PL, Republicanos, União Brasil, PP e PSD. A bancada petista, em peso, não assinou o requerimento, seguindo a orientação do Palácio do Planalto, que vê a CPI como uma tentativa de criar desgaste político.
Entre os 185 nomes que assinaram estão:
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Bibo Nunes (PL-RS)
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Zé Trovão (PL-SC)
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Capitão Alberto Neto (PL-AM)
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Mario Frias (PL-SP)
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Sargento Fahur (PSD-PR)
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Carla Zambelli (PL-SP)
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Nikolas Ferreira (PL-MG)
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Eduardo Velloso (União-AC)
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Ricardo Salles (Novo-SP)
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Marcel van Hattem (Novo-RS), entre outros.
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