A líder do Psol na Câmara, deputada Talíria Petrone (RJ), saiu em defesa do funkeiro MC Poze do Rodo após sua prisão nesta semana por apologia ao crime. Em publicação no X, a parlamentar afirmou que o caso representa "mais um capítulo da criminalização da cultura de favela". Mas a declaração foi alvo de checagem pela comunidade da plataforma, que apontou que o artista foi preso por envolvimento com facção criminosa e por fazer apologia ao tráfico de drogas.
“O Estado abandona esses territórios, nega direitos e ainda persegue quem canta a realidade. Funk não é crime. MC não é bandido”, escreveu Talíria.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu MC Poze — nome artístico de Marlon Brandon Coelho Couto Silva — em casa, no Recreio dos Bandeirantes. Segundo a corporação, ele realizava shows em áreas dominadas pelo Comando Vermelho, com presença de traficantes armados e estrutura financiada pelo tráfico.
Além de defender o funkeiro, Talíria criticou a atuação da polícia:
“Ao invés de perseguir fazedores de cultura, a polícia deveria investigar e responsabilizar quem financia o crime, inclusive a milícia.”
A posição da deputada foi rebatida por Amanda Vettorazzo (União Brasil), vereadora de São Paulo e integrante do Movimento Brasil Livre (MBL). Ela apoiou a prisão e associou MCs ao tráfico:
“Finalmente descobriram o óbvio: esses rappers e MCs servem apenas para lavar dinheiro do tráfico. Que seja o primeiro de muitos”, publicou. Em janeiro, Amanda apresentou o projeto conhecido como “Lei Anti-Oruam”, que busca impedir o uso de verbas públicas em eventos culturais com apologia ao crime.
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