‘É perigoso’, diz conselheiro da OAB, sobre decisão do STF contra imprensa
Por MS Conservador
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A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de fixar critérios para responsabilizar civilmente empresas jornalísticas por divulgação de acusações falsas, em declarações de entrevistados, é “perigoso”.
A afirmação é do conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), Eduardo Ferrari, que se encaixa não só à opinião de parlamentares de oposição ao governo como também de aliados.
“Em primeiro lugar, nossa Constituição Federal prevê a plena liberdade de imprensa, e, por isso, é temerário estabelecer parâmetros de colocação da responsabilização sem que seja analisado o caso concreto”, disse a Oeste.
Ferrari diz que a questão precisa ser analisada com calma e não tira a necessidade de se responsabilizar o veículo em caso de comprovação de alguma má-intenção.
“Na busca da apuração dos fatos, se for verificado que o veículo de comunicação de alguma forma aderiu ou anuiu ao entrevistado, mesmo sabendo que se tratava de algo não verdadeiro, poderá ser responsabilizado”, diz.
Ele, porém, considera perigoso o “norte” definido pelo STF, “quando coloca como conduta guia para interpretação, pelas instâncias inferiores, de sua posição”.
“Entendo que a situação deve ser analisada caso a caso”, diz.
Para ele, a determinação em si é que causa a polêmica.
“A repercussão é no sentido de que é automática, por isso acredito ser perigoso.”
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