Em meio aos boatos da suposta delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, o advogado Fábio Wajngarten, que representa o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), diz ter preocupação “zero” com as informações que o ex-ajudante de ordens da Presidência pode levar à Polícia Federal.
“Não há absolutamente nada que o tenente-coronel Cid possa delatar que se relacione com o presidente”, disse Wajngarten.
Cid compareceu ao Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira 6, para ressaltar que pretende responder sempre a verdade sobre as perguntas que lhe forem endereçadas.
Na sexta-feira 8, Oeste informou que Cid não fechou acordo de delação premiada. “A defesa só teve acesso a quatro volumes dos processos”, disse uma pessoa próxima ao militar. “Nem viram tudo ainda. Tem muita coisa sigilosa. Conforme o advogado, se houvesse delação, ninguém estaria sabendo. A investigação se desdobraria em umas 20 diligências sigilosas, que não é bem assim.”
O teor das declarações prestadas pelo militar só poderão ser usadas nos inquéritos em trâmite no STF. As apurações das quais o ex-ajudante de ordens é alvo são conduzidas pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes. Caberá ao ministro decidir se dá andamento na proposta de delação.
Mauro Cid: confissão versus delação
[caption id="attachment_1046661" align="aligncenter" width="800"]O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante seu depoimento à CPI do DF – 24/08/2023 | Foto: Câmara Legislativa do Distrito Federal[/caption]Uma delação implica o envolvimento de mais pessoas no caso. Desse modo, o tenente-coronel deveria delatar terceiros e indicar as provas para a polícia. Em troca, Cid teria alguns benefícios, como a diminuição da pena. Para que esse processo tenha sucesso, Cid teria de provar tudo o que delatou, indicando os caminhos para os investigadores.
Já a confissão envolve apenas as questões relacionadas a Cid. Nesse caso, o militar também pode ter a pena reduzida.
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