Após criticar o governador Eduardo Riedel (PSDB), o deputado estadual e ex-governador Zeca do PT mudou o tom e recuou diante da possibilidade de o PT perder espaço na gestão estadual. A reação inicial de Zeca veio após Riedel defender anistia “com caráter humanitário” aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
Durante evento da corrente petista Construindo um Novo Brasil, Zeca classificou a fala do governador como “porta-voz do atraso” e defendeu o rompimento com a base governista, ecoando críticas também pelo não cumprimento de acordos políticos.
Nos bastidores, no entanto, a percepção de que o PT poderia ser excluído da estrutura do governo fez com que o discurso radical fosse suavizado. Nos últimos dias, Riedel nomeou cinco novos indicados do partido, somando nove cargos ocupados por petistas na administração estadual — entre eles a presidência da Agraer e subsecretarias voltadas a políticas públicas.
A mudança de tom revela o peso político que o PT acredita que tem na gestão, sobretudo em áreas como agricultura familiar, juventude e igualdade racial, e mostra que a relação com o PSDB, embora tensa, continua ancorada em interesses estratégicos.
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