A Trump Media, empresa ligada ao ex-presidente Donald Trump, entrou com uma ação contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, na Justiça dos Estados Unidos. A acusação é de censura contra cidadãos e empresas americanas.
O processo, protocolado nesta sexta-feira (6) no Tribunal do Distrito Central da Flórida, partiu da plataforma Rumble — integrante do grupo Trump Media — e afirma que Moraes violou a Primeira Emenda da Constituição dos EUA.
A petição acusa o ministro de emitir “ordens secretas de censura extraterritorial”, forçando empresas sediadas na Flórida a remover conteúdos e bloquear usuários, sob ordens do inquérito das fake news no Brasil. Segundo a Trump Media, Moraes extrapolou sua autoridade ao tentar aplicar decisões judiciais brasileiras nos EUA, inclusive pressionando Apple e Google a retirar o app Rumble das lojas virtuais.
O processo pede que Moraes seja impedido de interferir em empresas americanas e que seja responsabilizado pessoalmente por danos comerciais, à reputação e à liberdade de expressão. A empresa alega ainda que o ministro exigiu a nomeação de um representante legal da Rumble no Brasil, mesmo sem atuação direta no país.
Entre os alvos das decisões de Moraes estão os jornalistas Paulo Figueiredo, Rodrigo Constantino e a ex-juíza Ludmila Grilo — todos críticos do governo Lula.
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