A Polícia Civil investiga que a vereadora Elisane Rodrigues dos Santos (PT), assassinada a facadas em Formigueiro (RS), foi morta por envolvimento com o tráfico de drogas, e não por motivação política. As investigações apontam que ela atuava como tesoureira de uma facção criminosa e acumulava cerca de R$ 500 mil em contas bancárias.
Conforme informações da Revista Oeste, o próprio filho da vereadora, que também teria ligação com o tráfico, confirmou à polícia o envolvimento da mãe com o crime organizado. A principal hipótese é que o assassinato tenha ocorrido por causa de uma dívida com a facção.
Em junho, um homem confessou o crime e indicou onde teria descartado a faca usada, mas o objeto não foi encontrado. O mandante segue foragido. A polícia realizou mandados de busca em Formigueiro, Santa Maria, Restinga Sêca e na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Apesar das evidências criminais, lideranças de esquerda chegaram a atribuir o crime à violência política e ao feminicídio. A primeira-dama Rosângela da Silva, por exemplo, publicou mensagem de solidariedade e destacou a violência contra mulheres. A tese foi descartada pelos investigadores.
Elisane tinha 49 anos, era técnica de enfermagem e exercia o primeiro mandato como vereadora. Era a única mulher entre os nove parlamentares da cidade. A polícia ainda apura a participação de outros envolvidos na facção.
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