O governo Lula está em ação para impedir a CPMI que investigaria fraudes no INSS. O requerimento já tem as assinaturas necessárias: 171 deputados e 30 senadores. Mesmo assim, o Planalto trabalha nos bastidores para barrar a comissão.
A estratégia é clara: convencer parlamentares a retirar assinaturas antes que o pedido seja lido no plenário do Senado. Sem essa leitura, a CPMI não pode ser instalada.
A justificativa usada pelo governo é de que o esquema de fraudes é antigo e pode atingir também o governo anterior. Ou seja: querem evitar desgaste político para os dois lados. Mas o real temor é o impacto de uma investigação ampla e pública.
Se não conseguir reverter assinaturas, o governo aposta em um plano B: usar Davi Alcolumbre (União-AP) para segurar o processo. Como presidente da Comissão Diretora, ele pode simplesmente não pautar a leitura — travando a CPMI na origem.
A oposição pressiona para que a leitura ocorra. Se isso acontecer, os partidos indicam os membros, e a comissão passa a ter poderes para convocar testemunhas, requisitar documentos e investigar o escândalo.
Enquanto isso, o Planalto tenta ganhar tempo. E evitar que a verdade sobre o rombo no INSS venha à tona.
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