A Polícia Federal encontrou mensagens de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula, com investigados no esquema de fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do INSS, segundo reportagem da VEJA.
O material passou a ser analisado pelos investigadores e abriu uma nova frente sensível no caso: a suspeita de possível interferência no andamento da apuração.
De acordo com a publicação, a PF investiga se pessoas próximas a Lulinha atuaram junto a envolvidos no esquema e se pressões internas podem ter afetado a condução do inquérito. Um dos pontos sob análise é a relação entre as mensagens encontradas, a proximidade com operadores investigados e a saída do delegado que atuava no caso.
A investigação mira descontos ilegais em benefícios do INSS e apura a movimentação de valores bilionários às custas de aposentados e pensionistas, muitos deles idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
Nos bastidores, a suspeita de interferência aumentou a pressão sobre o governo Lula. O ministro André Mendonça, do STF, acompanha o caso e deve cobrar explicações sobre mudanças na condução da investigação, especialmente diante dos relatos de pressão sobre integrantes da Polícia Federal.
A defesa de Lulinha nega qualquer irregularidade e afirma que ele não participou de fraude nem interferiu na apuração. Ainda assim, a presença de mensagens do filho do presidente com investigados do INSS transforma o caso em mais um foco de desgaste político para o Palácio do Planalto.
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