Após o decreto de intervenção no Consórcio Guaicurus, a equipe designada para administrar temporariamente a concessionária iniciou a análise das contas e dos documentos financeiros. O primeiro levantamento indica um cenário de desequilíbrio nas finanças, que agora será alvo de uma auditoria mais aprofundada ao longo dos 180 dias de intervenção.
Em entrevista ao Jornal Midiamax, o interventor-chefe afirmou que a situação financeira da empresa já era de conhecimento da administração municipal, mas que o objetivo agora é identificar quais fatores levaram ao quadro encontrado e como as contas eram administradas pelos antigos gestores.
"A gente já tinha conhecimento dessa situação financeira. Agora, precisamos saber o porquê desse malabarismo, por que chegou a esse ponto?", afirmou o interventor. Segundo ele, a equipe trabalha para levantar informações que expliquem a origem dos problemas financeiros e apontem eventuais falhas na gestão da concessionária.
Além da situação contábil, a intervenção também busca compreender as razões para as deficiências apontadas na prestação do serviço de transporte coletivo. A avaliação envolve aspectos operacionais, administrativos e contratuais que possam ter contribuído para a queda na qualidade do atendimento aos usuários.
"Temos que entender por que isso vinha acontecendo. São detalhes na operação que podem melhorar situações operacionais que poderiam ser mais adequadas e melhorar o processo. Tudo isso constará no nosso relatório", concluiu o interventor. O documento final deverá reunir os resultados da auditoria financeira e da análise operacional, servindo de base para as decisões que serão adotadas ao fim da intervenção.
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