O resultado do Enem 2025 expôs a dura realidade do ensino público regular em Campo Grande. O desempenho muito abaixo do esperado escancara a crise estrutural na educação pública.
A situação evidencia uma clara contradição no discurso dos sindicatos ACP e Fetems. Historicamente, as entidades criticam o modelo militar e defendem exclusivamente as escolas regulares.
Entretanto, os números do exame mostram um abismo educacional que contraria as lideranças sindicais. Das dez melhores escolas da capital sul-mato-grossense, nove pertencem inteiramente à rede privada.
O topo absoluto do ranking ficou com o Colégio Classe A, que atingiu a média de 718,05 pontos. O desempenho garantiu à instituição privada a 53ª posição em todo o cenário nacional.
A única exceção pública no grupo de excelência é justamente o Colégio Militar, em 6º lugar. A instituição, alvo constante dos sindicatos, alcançou 666,31 pontos de média no exame.
As demais instituições públicas ficaram muito atrás, evidenciando o colapso do sistema regular. O IFMS apareceu em segundo lugar entre as públicas, com a nota de 598,20 pontos.
A primeira escola da rede estadual a aparecer na lista foi a Professor Severino de Queiroz. A instituição alcançou apenas 561,79 pontos, uma pontuação distante da elite educacional.
Diante do fracasso da rede estadual regular, o silêncio da ACP e da Fetems é absoluto. Falta autocrítica e um debate real sobre as falhas que deixam os alunos para trás.
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