A Universidade de Brasília (UnB) expulsou nesta sexta-feira (5) o estudante Wilker Leão, conhecido por gravar aulas e denunciar o que considera doutrinação ideológica. Assinada pela reitora Rozana Reigota Naves, a decisão ainda proíbe novas matrículas do aluno.
Desde 2024, Wilker era alvo de processos administrativos por divulgar vídeos que mostravam tentativas da universidade de impor ideologias aos alunos, através da aulas ministradas. Em paralelo, a Justiça do Distrito Federal o condenou a 2 anos e 3 meses de detenção, em regime aberto, por expor doutrinação de professor. A sentença se baseou em seis vídeos em que Wilker criticava o docente de História da África, ironizando abordagens sobre escravidão e capitalismo, e usando expressões como “professor brabão” e “transgeneral”.
Especialistas e tribunais superiores apontam que gravações feitas por um dos participantes são legais e podem ter interesse público. O advogado André Marsiglia afirma:
“O foco dele é divulgar como funcionam ou não as universidades públicas. O crescimento do canal é secundário. É uma questão de interesse público.”
O caso expõe a postura política da UnB. Enquanto repudia ações de estudantes de direita que retiram cartazes, a universidade nunca tratou pichações de esquerda como vandalismo. Em entrevista à Carta Capital, a reitora chegou a afirmar:
“O ataque às universidades é um projeto da extrema-direita, e essas instituições incomodam pelo próprio histórico de resistência aos conservadorismos e autoritarismos.”
O episódio evidencia o controle da universidade sobre a liberdade estudantil, usando processos internos e apoio judicial para silenciar críticas, enquanto questionamentos sobre o alinhamento ideológico da instituição permanecem sem resposta.
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