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Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2026

Política

EUA cancelam vistos de autoridades ligadas ao Mais Médicos

Para os EUA, o Programa Mais Médicos foi um “golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras”.

Redação
Por Redação
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano estuda ampliar as sanções contra integrantes do governo federal. Em postagem no X, nesta quarta-feira, 13, o republicano afirmou que a administração de Donald Trump está tomando medidas para revogar vistos de brasileiros e de ex-funcionários da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). O órgão foi o responsável por articular o Programa Mais Médicos no Brasil.

De acordo com o site Metrópoles, o governo dos EUA sancionou Mozart Julio Tabosa Sales e Alberto Kleiman. Os dois integravam o Ministério da Saúde quando o programa foi implantado no Brasil.

O governo petista, por meio da ex-presidente Dilma Rousseff, implantou o Programa Mais Médicos no Brasil em junho de 2013. O projeto foi proposto em parceria com a ditadura de Cuba. O objetivo da iniciativa, segundo alegavam os políticos do PT, visava a “expandir a atenção médica no país” ao trazer “médicos” cubanos para trabalharem no país.

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Para o governo norte-americano, contudo, o Programa Mais Médicos foi um “golpe diplomático inconcebível de ‘missões médicas’ estrangeiras”. Rubio já havia avisado que a administração Trump expandiria a política de restrição de vistos relacionada ao regime cubano.

Em fevereiro deste ano, o secretário de Estado norte-americano aplicaria sanções aos responsáveis pelo que ele chamou de “programa exploratório de exportação de mão de obra cubana”. “Promoveremos a responsabilização do regime cubano pela opressão de seu povo e daqueles que lucram com o trabalho forçado”, escreveu.

Conforme informado em reportagem na Edição 111 da Revista Oeste, centenas de profissionais de saúde cubanos descreveram o Programa Mais Médicos como “escravidão”.

Para ter uma ideia, a ditadura cubana embolsava 70% do salário dos profissionais, estimado em R$ 12 mil. Outros 25% ficavam com os que trabalhavam de fato, enquanto 5% pertenciam à Opas.

Para piorar a situação, muitos dos médicos não sabiam dos termos estabelecidos no contrato assinado entre Dilma e Raúl Castro. “Não sabíamos quanto seria nosso salário”, disse a profissional cubana Maireilys Álvarez a Oeste. “Descobrimos quando já estávamos em território brasileiro, por meio do noticiário.”

A barreira que impediria que o regime cubano continuasse a lucrar com a mão de obra no Brasil surgiu em outubro de 2018. Com a eleição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Havana determinou que os médicos cubanos deixassem o Brasil e voltassem à terra natal.

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