Pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14), aponta que o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) cresceu seis pontos percentuais nas intenções de voto em um eventual segundo turno contra Lula (PT) nos últimos seis meses. Não é ruído estatístico; é movimento político.
Na pesquisa espontânea, onde o eleitor fala o que realmente pensa, o dado é ainda mais claro. Em agosto, Flávio não pontuava. Agora, aparece com 7%, desmontando o discurso de que estaria “rejeitado” ou fora do radar eleitoral.
Se o bolsonarismo estivesse politicamente morto, esse avanço não existiria — muito menos em um cenário sem lista de candidatos e sem indução de resposta. O crescimento expõe a fragilidade da narrativa progressista, sustentada mais por repetição do que por fatos.
Outro dado ignorado pelos críticos é o alto índice de indecisos, que chega a 68%. O número escancara um cenário aberto e mostra que o eleitorado ainda não comprou o projeto do governo Lula, apesar da máquina estatal e do apoio institucional.
Enquanto o Planalto enfrenta desgaste e frustra expectativas, Flávio Bolsonaro cresce sem máquina pública, sem cargos e sem o uso da estrutura do poder. Cresce contrariando o discurso pronto que tenta decretar derrotas antes do voto.
A tese da “rejeição” pode funcionar no grito militante. Mas os números contam outra história — e seguem falando mais alto que a retórica.
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