O Brasil aumenta imposto. O Paraguai abaixa preço. Resultado: filas, empurra-empurra e brasileiro atravessando a fronteira como quem foge de um incêndio — só que o fogo, no caso, é a carga tributária.
Enquanto por aqui o governo inventa taxa nova pra tudo, aperta o bolso e chama de “ajuste”, do outro lado da fronteira o mesmo produto custa metade. A diferença é tão gritante que a escolha virou automática: pagar caro no Brasil ou disputar promoção no Paraguai? A resposta está nas cenas de correria no Shopping China nesta Black Friday.
Antes de abrir as portas, o povo já estava prensado, contando segundos para entrar. Abriu? Virou guerra por eletrônicos, perfumes, bebidas — tudo o que no Brasil virou artigo de luxo. No Paraguai, é só promoção; no Brasil, é só imposto.
E não é exagero: caravanas inteiras viajam horas, madrugam em fila e até encaram empurrão porque, no final, compensa mais brigar por desconto no Paraguai do que tentar comprar tranquilo no Brasil. Aqui, o governo promete “cortar gasto” e entrega aumento de taxa. Lá, o comércio agradece o turista brasileiro desesperado para economizar.
A verdade nua e crua é simples: enquanto o Brasil escolhe punir quem consome, o Paraguai lucra com quem não aguenta mais pagar caro. E o resultado está aí — brasileiro saindo no soco para fugir do imposto, porque o bolso não aguenta mais apanhar sozinho.
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