O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu que o Brasil ingressará como parte na ação que acusa Israel de genocídio em Gaza, em trâmite na Corte Internacional de Justiça (CIJ), órgão vinculado à ONU.
A medida, anunciada neste domingo (13) pelo chanceler Mauro Vieira, rompe com a tradição diplomática brasileira de neutralidade e posiciona o país frontalmente contra os interesses de Israel e dos Estados Unidos.
A decisão foi tomada após pressão da Autoridade Palestina e de aliados de esquerda, e aprofunda o isolamento internacional do governo Lula. A medida também foi criticada por representantes da comunidade judaica e pode trazer impactos comerciais e estratégicos, inclusive nas relações militares com Washington.
A iniciativa coloca o Brasil ao lado de regimes autoritários como Cuba, Bolívia e Turquia, distanciando o país das grandes democracias ocidentais e gerando apreensão no meio diplomático.
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