Após a divulgação de pagamentos feitos pela lobista Roberta Luchsinger ao ex-chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou uma verificação interna no Palácio do Planalto. A medida teve como objetivo identificar se outros assessores ou integrantes da estrutura presidencial também haviam recebido recursos da empresária.
Marcola deixou a chefia de gabinete de Lula em julho. Segundo as investigações, Luchsinger realizou pagamentos que chegaram a cerca de R$ 220 mil, enquanto o ex-assessor afirma que os valores correspondiam a um empréstimo pessoal já quitado e nega qualquer contrapartida relacionada ao governo. A Polícia Federal também apura mensagens e outras evidências sobre a relação da lobista com pessoas próximas ao presidente.
O caso faz parte de uma investigação mais ampla que envolve Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e suspeitas de tráfico de influência em negociações com órgãos federais. Entre os elementos analisados pela PF estão tratativas relacionadas à comercialização de medicamentos à base de cannabis e contatos com integrantes do governo. As defesas dos envolvidos negam irregularidades, enquanto as apurações continuam sob sigilo judicial.