A médica venezuelana Marggie Orozco, 65 anos, foi condenada a 30 anos de prisão após enviar um áudio de WhatsApp criticando o regime de Nicolás Maduro e incentivando moradores a votar nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024. A decisão foi emitida pelo Tribunal 4º de Juicio do estado de Táchira.
Segundo a ONG Clippve, Orozco foi acusada de “traição à pátria”, “incitação ao ódio” e “conspiração”. A entidade afirma que o processo teve violações claras à liberdade de expressão. Ela foi denunciada por uma representante dos CLAP, estrutura ligada ao chavismo, e detida em agosto do ano passado em San Juan de Colón, perto da fronteira com a Colômbia.
O ex-governador César Pérez Vivas, que divulgou detalhes do caso, classificou a sentença como “perversa”, destacando que Orozco tem problemas graves de saúde. Ela sofreu um infarto em setembro enquanto estava sob custódia da Polícia Nacional Bolivariana e convive com depressão crônica desde 2013.
A condenação se soma a outras punições contra críticos do regime. Segundo o Foro Penal, a Venezuela tem hoje 882 presos políticos, entre civis e militares.
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