O deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP-MS) recebeu lideranças ligadas à defesa dos direitos de pessoas ostomizadas em Mato Grosso do Sul.
Entre os presentes estavam a presidente da Associação dos Ostomizados do Estado, Alana Maria Flores; a assistente social Angela Maria Gracete; a assessora jurídica Mayara Cíntia da Costa; e o membro da Terceira Igreja Batista de Campo Grande, Joelson Chaves de Brito.
Durante o encontro, foi destacada a inauguração do primeiro banheiro adaptado para ostomizados em uma instituição religiosa do estado, um feito pioneiro alcançado pela Terceira Igreja Batista.

A iniciativa surgiu após solicitação de Joelson Brito e teve apoio imediato do pastor Manoel Neto, resultando em um espaço adequado às necessidades específicas dessa parcela da população.
O parlamentar celebrou a conquista e lembrou que destinou, por meio do Orçamento Geral da União de 2025, uma emenda no valor de R$ 50 mil para apoiar as ações sociais desenvolvidas pela igreja. Os recursos deverão contribuir para o aprimoramento da estrutura e dos serviços oferecidos à comunidade.
Pessoas ostomizadas são aquelas que passaram por um procedimento cirúrgico que cria uma abertura no corpo — o estoma — para a eliminação conteúdos do organismo por meio de bolsas coletoras. Essa intervenção é normalmente indicada em casos de doenças que comprometem o funcionamento do intestino ou da bexiga.
Além do impacto físico e emocional, essas pessoas enfrentam desafios no dia a dia, sobretudo em espaços públicos que não oferecem instalações adequadas. A estrutura adaptada da Terceira Igreja Batista inclui, por exemplo, ducha higiênica e vaso com elevação, proporcionando mais dignidade e conforto durante a higiene pessoal.

Atualmente, estima-se que cerca de 2 mil pessoas vivam com ostomia em Mato Grosso do Sul, incluindo 27 crianças. Em 2018, o SUS já registrava aproximadamente 1.800 pacientes ostomizados em acompanhamento no estado.
Dr. Luiz Ovando defendeu maior atenção do poder público às demandas dessa população e ressaltou a importância de promover políticas de inclusão, não apenas com infraestrutura adequada, mas também com campanhas que incentivem a informação e o respeito.
“Precisamos ampliar o acolhimento. O ostomizado não pode ser invisível para o Estado nem para a sociedade”, afirmou o deputado.
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