Enquanto o brasileiro sente no bolso o peso dos novos impostos e do custo de vida em alta, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém um ritmo de gastos milionários com viagens e diárias oficiais. De acordo com dados do Portal da Transparência, o Planalto já desembolsou R$ 1,41 bilhão em 2025 — o equivalente a R$ 5 milhões por dia apenas para manter ministros, assessores e servidores circulando pelo país e pelo exterior.
O valor não inclui as despesas do próprio presidente e da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, que protagonizam diversas viagens oficiais desde o início do mandato. Ainda assim, os números revelam um governo em movimento — e uma máquina pública que gasta como se o país estivesse em bonança.
Roteiro bilionário
Segundo os dados oficiais, 86% das despesas se referem a viagens nacionais, somando R$ 1,21 bilhão, enquanto os R$ 192,8 milhões restantes foram usados em deslocamentos internacionais.
Na lista dos ministérios mais gastadores, o Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Ricardo Lewandowski, aparece no topo com R$ 339,9 milhões. Logo atrás vêm a Defesa (R$ 220 milhões) e a Educação (R$ 197 milhões).
Mais caro que no governo Bolsonaro
Na comparação com o governo Jair Bolsonaro (PL), a escalada de despesas é evidente. Em 2019, o total de gastos com viagens foi de R$ 1,26 bilhão. Já em 2023, o primeiro ano do terceiro mandato de Lula, o número saltou para R$ 2,28 bilhões — uma alta de 80%.
Durante os quatro anos da gestão anterior, as despesas somaram R$ 4,15 bilhões. Lula, em menos de três anos, já ultrapassou R$ 6 bilhões, o que representa 44% a mais — e o mandato ainda está longe de acabar.
O contribuinte paga a conta
Em média, o governo Lula gasta R$ 5,9 milhões por dia com viagens e diárias — valor 52% maior do que a média diária do governo Bolsonaro, que foi de R$ 2,84 milhões.
O contraste é gritante: enquanto se fala em “ajuste fiscal”, “aumento de arrecadação” e “sacrifício coletivo”, a máquina federal segue acelerando seus gastos, como se o país pudesse bancar um turismo institucional sem limites.
Entre discursos e malas prontas
A contradição entre o discurso de responsabilidade e a prática de gastança pública escancara o que muitos já apontam como o verdadeiro problema do governo: falta de prioridades. Em um momento em que o cidadão é chamado a pagar mais impostos, a sensação é de que a austeridade vale apenas para quem está fora de Brasília.
O “Lula turismo” tem destino certo — e a conta, como sempre, fica para o contribuinte.
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