Dois dias após anunciar sua pré-candidatura ao Senado, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) foi indiciado pela Polícia Federal no inquérito que investiga o suposto uso irregular da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Também foram indiciados o próprio Jair Bolsonaro e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), ex-diretor da Abin.
De acordo com a PF, o relatório final do inquérito, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que teria existido uma estrutura paralela dentro da Abin, voltada para o monitoramento de autoridades, adversários políticos, jornalistas e cidadãos. A polícia sustenta que as informações teriam sido coletadas por meio da ferramenta de geolocalização “First Mile”, que rastreava celulares a partir de dados de antenas de telefonia.
Ainda segundo o relatório da PF, entre os nomes que teriam sido monitorados estão os ministros do STF Luís Roberto Barroso, Alexandre de Moraes, Luiz Fux e Dias Toffoli, além do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o ex-governador de São Paulo João Doria e o ex-deputado Jean Wyllys.
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