O encerramento do desfile de 7 de setembro, Dia da Independência, foi marcado por confusão e confrontos envolvendo manifestantes da esquerda. O tradicional Grito dos Excluídos, que acontece há 31 anos na Capital, acabou com um homem detido e uso de spray de pimenta pela Polícia Militar.
Segundo a PM, o detido portava maconha e uma faca, informação contestada pelos manifestantes. Uma advogada tentou intervir na prisão, sem sucesso.
Durante o protesto, membros do grupo se aproximaram da barreira policial de forma agressiva, provocando tumulto e dificultando a passagem pacífica pelo encerramento do desfile cívico. O superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul, Tiago Botelho, afirmou ter sido atingido por gás de pimenta sem motivo e criticou a postura dos manifestantes.
O vereador Jean Ferreira (PT) e a vereadora Luiza Ribeiro, representantes do grupo, justificaram a ação como protesto contra a anistia, mas não evitaram críticas à forma como a manifestação se desenrolou, com confrontos e desordem.
O episódio deste domingo reforça o histórico de confrontos do Grito dos Excluídos, levantando questionamentos sobre os limites da manifestação e os impactos sobre a população que participa de forma pacífica do desfile de 7 de Setembro.
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