O influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, publicou recentemente um vídeo em que faz críticas ao também influenciador Hytalo Santos, acusando-o de expor adolescentes a situações inadequadas nas redes sociais. O vídeo, com quase 50 minutos de duração, aborda a questão da adultização e sexualização de menores e já ultrapassou 3 milhões de visualizações, gerando amplo debate nas plataformas digitais.
Felca, que soma cerca de 20 milhões de seguidores entre YouTube, TikTok e Instagram, classificou as práticas de Hytalo como “nefastas” e um “circo macabro”. No vídeo, ele aponta que o influenciador teria montado um tipo de reality show envolvendo adolescentes em situação de vulnerabilidade, o que, segundo Felca, seria uma forma de explorar essas jovens para obter engajamento e lucro nas redes.
Entre os casos citados está o da jovem Kamyla Maria Silva, conhecida como Kamylinha, uma das “filhas” adotivas de Hytalo, que recentemente anunciou gravidez envolvendo o irmão do influenciador, Hyago Santos. A situação ganhou repercussão após Kamylinha sofrer um aborto espontâneo em maio. Além dela, outras menores sob os cuidados de Hytalo também estariam grávidas, o que intensificou as críticas ao influenciador.
Hytalo Santos está sob investigação do Ministério Público da Paraíba, que apura suspeitas de exploração de menores. O inquérito teve início em dezembro de 2024 após denúncia anônima. A promotora Ana Maria França conduz o caso, focando em verificar possíveis abusos envolvendo os adolescentes sob a tutela do influenciador, que se apresenta como “pai” dessas jovens.
Felca é natural de Londrina (PR) e começou sua carreira na internet em 2012, com transmissões ao vivo de jogos eletrônicos. Atualmente, é conhecido por conteúdos humorísticos e comentários sobre temas variados, além de suas participações em programas de TV. O influenciador também já destinou parte dos recursos obtidos em suas lives para instituições beneficentes.
A polêmica envolvendo Felca e Hytalo trouxe à tona um debate importante sobre os limites da exposição de menores nas redes sociais, o papel dos influenciadores digitais e a necessidade de maior fiscalização para garantir a proteção dos adolescentes.
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