O deputado federal Filipe Barros (PL-PR) foi confirmado, nesta quarta-feira (19), como presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN). Ele assume o posto anteriormente indicado ao Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que anunciou a intenção de se licenciar temporariamente do mandato, sem remuneração.
Barros foi eleito com 24 votos, enquanto outros quatro votos foram em branco. Sua escolha ocorreu dentro do critério de indicação do PL, partido com a maior bancada na Câmara, que tem a prerrogativa de escolher a presidência de algumas comissões. Barros afirmou que manterá contato com Eduardo Bolsonaro, que está em viagem aos Estados Unidos. Segundo ele, a comissão poderá oferecer respaldo institucional ao deputado em suas atividades. Sobre a saída de Eduardo Bolsonaro do país, Barros mencionou que se trata de uma decisão pessoal do parlamentar. A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional era uma das prioridades do PL, que possui a maior bancada da Câmara, com 92 deputados. No total, a Casa tem 30 comissões temáticas. A indicação de Eduardo Bolsonaro para a presidência da comissão gerou debates entre diferentes grupos políticos. O PT, por meio do líder na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), apresentou uma queixa-crime contra o parlamentar, apontando possíveis atos de conspiração e solicitando a apreensão de seu passaporte. O pedido foi analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou seu arquivamento após parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), concluindo que não há elementos suficientes para prosseguimento do caso.
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