O governo federal foi rápido ao atender o pedido de asilo da ex-primeira-dama do Peru, condenada por corrupção e lavagem de dinheiro. Assim que a Justiça do país vizinho decretou sua prisão, o presidente Lula ordenou o envio imediato de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) para trazê-la ao Brasil. A operação foi executada com agilidade incomum — antes mesmo de a polícia peruana cumprir o mandado, a condenada já estava em solo brasileiro.
Já no caso de Juliana Marins, brasileira de 26 anos que desapareceu em uma trilha na Indonésia, o mesmo governo não demonstrou a mesma presteza. Segundo informações do portal Conexão Política, a jovem ainda estava viva após o acidente, mas não recebeu socorro imediato por parte do Estado brasileiro. Nenhuma equipe foi enviada, e não houve qualquer movimentação oficial do Itamaraty nos primeiros dias do desaparecimento.
A família relatou que passou o fim de semana sem retorno de autoridades brasileiras. “Estamos no escuro”, disseram ao portal. Nenhuma ligação, nenhum suporte. Juliana foi encontrada sem vida dias depois.
O contraste entre os dois casos evidencia a diferença de tratamento: enquanto o governo mobiliza aviões da FAB para proteger figuras condenadas por crimes graves, falha em prestar assistência emergencial a uma cidadã brasileira em situação crítica no exterior.
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