Uma frase eternizada durante o governo de Jair Bolsonaro foi: "Nossa camisa jamais será vermelha." Mas, ao que tudo indica, esse cenário pode mudar em breve. Segundo informações do site especializado Footy Headlines, a Nike prepara uma camisa vermelha como segundo uniforme da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026.
A notícia provocou uma avalanche de reações nas redes sociais — muitas delas recheadas de memes gerados por inteligência artificial. Em algumas montagens, figuras como Karl Marx, Che Guevara e até Josef Stalin aparecem ao lado do atacante Neymar, que já declarou apoio ao ex-presidente Bolsonaro.
Memes com Neymar, Marx e Che viralizam
Com a ajuda de ferramentas como Midjourney e DALL-E, internautas criaram imagens satíricas que mostram o jogador brasileiro trajando a suposta camisa vermelha ao lado de líderes comunistas. A montagem que une Neymar e Marx ganhou o apelido de "Neymarx", que rapidamente virou trending topic no X (antigo Twitter).
A brincadeira, porém, expôs a sensibilidade do tema. A nova cor do uniforme foi associada por muitos a uma "virada ideológica" da Seleção, reacendendo o debate sobre a politização das cores nacionais.
Além da cor: visual pode adotar logo da Jordan Brand
Outro ponto que chamou atenção é que, além da mudança de cor, a nova camisa substituiria o clássico Swoosh da Nike pelo Jumpman, símbolo da Jordan Brand, linha inspirada no ex-jogador de basquete Michael Jordan.
A marca Jordan já estampa camisas de clubes como o Paris Saint-Germain, mas sua aplicação na Seleção Brasileira seria inédita. Segundo o portal Lance!, o projeto foi aprovado pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, ainda em 2023, respeitando os prazos contratuais de dois anos exigidos pela Nike. A produção, portanto, já estaria em fase avançada, o que torna improvável qualquer mudança diante da repercussão negativa.
Gesto de marketing ou movimento político?
A adoção da camisa vermelha levanta questionamentos que vão além da estética. Desde 2018, a camisa amarela da Seleção passou a ser fortemente associada a movimentos bolsonaristas. Em contrapartida, o vermelho é, historicamente, a cor ligada à esquerda no Brasil.
Nesse contexto, a mudança de cor pode ser lida como um esforço para recentralizar a identidade da Seleção, buscando atrair tanto os consumidores "desalinhados" com a direita quanto os que evitavam usar o uniforme nacional por seu simbolismo político.
Vale lembrar que o novo uniforme deve ser lançado em pleno ano eleitoral no Brasil, o que aumenta o peso simbólico da decisão.
Um post que viralizou no X ilustrou bem essa tensão:
"Camisa vermelha em pleno 2026? A Nike tá jogando xadrez com a polarização brasileira."
Repercussão nas redes
As reações foram imediatas. Entre os que apoiam a mudança, muitos aplaudiram a ousadia e a tentativa de ressignificar o uniforme da Seleção. Já críticos acusam a Nike de “militância disfarçada” e de querer apagar a identidade nacional em nome de pautas ideológicas.
Mesmo entre atletas e ex-jogadores, a proposta divide opiniões. A CBF, até o momento, não se pronunciou oficialmente sobre os rumores.




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