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Sabado, 14 de Fevereiro de 2026

Política

Sob sigilo, governo Lula já gastou R$ 55 milhões com cartões corporativos

Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) revelaram que a Presidência da República utilizou R$ 55,4 milhões em cartões corporativos desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023.

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Sob sigilo, governo Lula já gastou R$ 55 milhões com cartões corporativos
Ricardo Stuckert / PR
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Auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) revelaram que a Presidência da República utilizou R$ 55,4 milhões em cartões corporativos desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro de 2023. Desse total, 99,55% das despesas seguem classificadas como sigilosas, o que dificulta a fiscalização e o controle social sobre os gastos do Executivo.

A informação foi publicada pela revista Veja com base em relatório obtido junto ao TCU. O documento destaca ainda que a Vice-Presidência da República gastou R$ 394 mil no mesmo período — sendo 92% desses valores também sob confidencialidade.

Segundo o TCU, há ausência de detalhamento mensal das despesas, contrariando regras básicas de transparência. Itens como alimentação, hospedagem, transporte, locação de veículos e aquisição de materiais são registrados sem discriminação de valores mensais.

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Entre janeiro e setembro de 2023, por exemplo, esses itens somaram R$ 7,7 milhões, mas sem atualização posterior a outubro de 2024. No Portal da Transparência, o cenário é semelhante: em um dos registros, R$ 35 mil foram gastos em um único posto de combustíveis em área nobre de São Paulo — sem nota fiscal ou explicação sobre a despesa.

Há pelo menos sete anos, o TCU cobra que as despesas feitas com cartões corporativos sejam publicadas com clareza e regularidade. O tribunal exige que os gastos não sigilosos sejam divulgados imediatamente e que as despesas confidenciais tenham atualização mensal, com somatórios por tipo de gasto.

Ao final do mandato, a regra prevê que todo sigilo seja encerrado, exceto em casos que possam comprometer a segurança do presidente. Presentes recebidos, como no caso das joias que geraram investigações contra Jair Bolsonaro, também devem ser incorporados ao patrimônio da União.

As críticas aumentaram após denúncias sobre gastos excessivos em viagens oficiais, incluindo hospedagens e diárias de comitivas presidenciais. Para reduzir o desgaste, Lula se hospedou na embaixada brasileira em Buenos Aires durante o encontro do Mercosul no início do mês.

Agora, segundo decisão do TCU, a Presidência tem prazo de 120 dias para apresentar medidas que garantam maior transparência e atualizem os dados dos cartões corporativos.

Além dos gastos com cartões, o atual governo federal já acumulou R$ 15 milhões em viagens internacionais apenas entre janeiro e maio de 2025.

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