Soraya Thronicke (PSB) decidiu responder aos rumores sobre uma possível desistência da disputa pelo Senado adotando um tom de confronto. A senadora afirma que estaria sendo alvo de uma articulação política para retirá-la da corrida eleitoral e classificou as especulações como “violência política de gênero”. Segundo ela, já teria informações e testemunhas para responsabilizar judicialmente quem estaria espalhando os comentários.
Ao defender sua permanência na disputa, Soraya também recorreu ao argumento de representatividade feminina. A senadora afirmou que não pretende desistir porque não quer “tirar das mulheres a chance de votar em uma mulher” e declarou que nenhum homem faria pelas mulheres o que ela diz fazer. O discurso coloca os rumores não apenas como uma disputa política, mas como uma suposta tentativa de silenciar sua candidatura.
Soraya integra a aliança liderada por Fábio Trad (PT), que também lançou Vander Loubet (PT) ao Senado. Antes das convenções, os grupos chegaram a discutir uma composição com apenas um candidato, mas não houve acordo. Ao reafirmar sua candidatura, a senadora sustenta que sua presença na chapa foi definida após conversas com Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), além de destacar que seria a única mulher na disputa majoritária em Mato Grosso do Sul.