Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, vive em um condomínio de alto padrão no bairro de La Moraleja, nos arredores de Madri, na Espanha. Segundo informações divulgadas pela imprensa, interlocutores afirmam que o aluguel do apartamento de dois quartos gira em torno de 3 mil euros, cerca de R$ 18 mil. O empreendimento oferece uma estrutura que inclui piscinas, spa, sauna, academia, coworking, sala de dança e outras áreas de lazer.
O cenário chama atenção porque contrasta diretamente com uma declaração feita pelo vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, em entrevista concedida no início de agosto. Na ocasião, o dirigente afirmou que Lulinha vivia em condições “espartanas” e “precárias” na Espanha. Depois da divulgação das informações sobre o imóvel, Quaquá manteve a avaliação e classificou a vida do filho do presidente como “bem modesta”, dizendo que os gastos seriam compatíveis com os de um pequeno empresário brasileiro.
Além do imóvel residencial, Lulinha registrou recentemente a empresa de consultoria Synapta SL em um endereço no Paseo de la Castellana, uma das áreas corporativas mais valorizadas da capital espanhola. A empresa também teria mudado de sala dentro do mesmo complexo. O contraste entre a descrição de uma vida “precária” e os endereços de alto padrão certamente alimenta uma pergunta simples: afinal, qual é o conceito de “vida espartana” no vocabulário petista?
Lulinha também é citado em três inquéritos autorizados pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da Polícia Federal. As investigações apuram suspeitas relacionadas a tráfico de influência em negócios envolvendo a lobista Roberta Luchsinger e a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As apurações ainda estão em andamento e não significam, por si só, condenação ou comprovação de crime.