Dados do Ministério da Saúde encaminhados ao Congresso apontam que 1.121 indígenas Yanomami morreram entre 2023 e 2025, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo levantamento divulgado pela revista Veja, o número supera os 951 óbitos registrados no período equivalente da gestão de Jair Bolsonaro.
A comparação, porém, é contestada pelo governo federal. O Ministério da Saúde afirma que os registros entre 2019 e 2022 foram afetados por subnotificação de doenças e mortes, em razão da precariedade da estrutura de atendimento. Documentos oficiais já destacavam que a ampliação da busca ativa e da vigilância epidemiológica a partir de 2023 poderia elevar o número de notificações e até provocar revisões nos dados anteriores.
Apesar do total acumulado, indicadores oficiais apontam melhora nos últimos anos. Relatório do Ministério da Saúde referente a 2025 registra redução de 53,2% nas mortes por desnutrição, além de queda de 80,8% nos óbitos por malária na comparação apresentada pelo órgão. A cobertura vacinal de crianças menores de um ano também passou de 27%, em 2023, para 60,6% em 2025.
Dados divulgados pelo governo também mostram que, no primeiro semestre de 2025, houve redução de 33% no número de óbitos em comparação com o mesmo período de 2024. Foram registradas ainda quedas de 45% nas mortes por doenças respiratórias, 65% por malária e 74% por desnutrição.
A situação na Terra Indígena Yanomami continua sendo acompanhada pelas autoridades. Conforme a Veja, o presidente do STF, ministro Edson Fachin, procurou a presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, Damares Alves, para discutir uma missão conjunta ao território. O governo sustenta que a assistência foi reconstruída e que os indicadores recentes demonstram melhora, enquanto os números acumulados de mortes continuam alimentando questionamentos sobre a efetividade das ações adotadas desde 2023.