O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, rejeitou nesta segunda-feira (14) a inclusão na pauta da entidade de uma discussão sobre o eventual afastamento cautelar do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido havia sido apresentado pelo conselheiro federal de Minas Gerais, Marcelo Tostes.
Simonetti afirmou que a OAB já havia decidido, na semana passada, criar uma comissão para analisar os fatos relacionados ao ministro. Segundo ele, o Conselho Federal deverá aguardar a conclusão dos trabalhos e a apresentação do relatório antes de avaliar eventuais medidas.
Ao defender a discussão imediata, Tostes citou informações sobre a participação de Moraes na revisão de um contrato de honorários entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua esposa, cujo valor divulgado supera R$ 120 milhões. Para o conselheiro, a dimensão do caso justificaria ao menos uma avaliação sobre eventual afastamento cautelar.
Tostes também mencionou manifestações de seccionais da OAB sobre o episódio. Segundo ele, o Conselho Pleno da OAB do Distrito Federal aprovou o encaminhamento ao Conselho Federal de uma proposta para abertura de processos de impeachment contra Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Com a decisão de Simonetti, porém, a análise do Conselho Federal ficará condicionada à conclusão dos trabalhos da comissão.