Os deputados federais Dagoberto Nogueira (PP-MS) e Geraldo Resende (União Brasil-MS) não assinaram o pedido de criação da CPMI do Banco Master articulada pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ). A comissão pretende investigar suspeitas de fraudes e irregularidades envolvendo o banco e Daniel Vorcaro.
A ausência chama atenção também pelo histórico de votações dos dois parlamentares. Dados do Ranking dos Políticos apontam que, em 2026, Dagoberto registra taxa de alinhamento de 93,59% com o governo, enquanto Geraldo aparece com 82,33%, indicando apoio frequente às posições defendidas pelo governo Lula nas votações consideradas pela plataforma.
O posicionamento volta aos holofotes em um momento de forte desgaste provocado por investigações de grande repercussão nacional, como o caso Banco Master e o esquema de descontos fraudulentos envolvendo aposentados e pensionistas do INSS.
No caso do INSS, porém, os dois deputados adotaram posição diferente: Geraldo Resende pediu a inclusão de sua assinatura na CPI em 7 de maio de 2025, e Dagoberto Nogueira fez o mesmo em 13 de maio. Já na CPMI do Banco Master articulada por Carlos Jordy, os dois ficaram fora da lista de signatários.