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Sábado, 05 de Setembro 2026
Política

Após cobrança por posicionamento, Lula fala sobre escândalo do Master, mas silencia sobre Moraes e aliados

Presidente defende investigação sem “blindagem de ninguém”, cobra STF e PGR, mas não cita nominalmente o ministro Alexandre de Moraes nem autoridades e integrantes do governo mencionados nas apurações.

Redação
Por Redação
Após cobrança por posicionamento, Lula fala sobre escândalo do Master, mas silencia sobre Moraes e aliados
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Após ser pressionado a se manifestar sobre a crise envolvendo o Banco Master e o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rompeu o silêncio nesta quinta-feira (3). Em vídeo divulgado pelo Palácio do Planalto, classificou o caso como “o maior roubo da história do Brasil” e defendeu que políticos e agentes públicos eventualmente envolvidos sejam investigados sem privilégios.

Lula também criticou o que chamou de “vazamentos seletivos” e cobrou do presidente do STF, Edson Fachin, e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, uma atuação capaz de preservar a credibilidade das investigações. O presidente afirmou ainda que os sistemas político e Judiciário precisam de “reformas profundas” e disse que ninguém deve ser protegido, “doa a quem doer”.

Apesar do discurso em defesa de uma apuração ampla, Lula não mencionou nominalmente o ministro Alexandre de Moraes. A ausência chama atenção porque relatório da Polícia Federal tornado público nos últimos dias reúne mensagens atribuídas ao ministro e ao banqueiro Daniel Vorcaro, além de informações sobre um contrato de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa de Moraes. As informações estão sendo objeto de apuração e, até o momento, não significam, por si só, comprovação de crime.

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O relatório também menciona outros nomes ligados às relações de Vorcaro com autoridades, incluindo referências ao procurador-geral da República e ao diretor-geral da Polícia Federal. Gonet nega interferência nas investigações e questiona aspectos do procedimento. O episódio colocou o STF sob forte pressão e ampliou a cobrança por transparência justamente entre as autoridades responsáveis por garantir a independência e a credibilidade das apurações.

A fala de Lula, portanto, estabelece uma cobrança genérica por investigação, mas evita apontar diretamente para os nomes que estão no centro da atual crise institucional. Para críticos do governo, a questão que permanece sem resposta é se o princípio defendido pelo presidente, de investigar “todo mundo, sem blindagem”, será aplicado também quando as suspeitas atingem ministros do STF, integrantes de instituições de Estado e pessoas próximas ao próprio campo político do governo.

FONTE/CRÉDITOS: Redes Sociais
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