A disputa presidencial de 2026 começa a deixar mais evidente um dos principais obstáculos para o campo conservador: o desempenho eleitoral no Nordeste. Embora Flávio Bolsonaro (PL) apareça como um dos principais nomes da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os levantamentos indicam que a região ainda representa um terreno difícil para a direita.
No maior colégio eleitoral nordestino, a Bahia, Flávio encontra dificuldades para alcançar 30% das intenções de voto, segundo pesquisa citada pela revista Veja. O resultado reforça a força política de Lula na região, onde o petista construiu uma base eleitoral consolidada ao longo das últimas eleições. Para a direita, ampliar a votação nordestina será fundamental para reduzir a vantagem do adversário e tornar a disputa nacionalmente mais competitiva.
O cenário, entretanto, não significa que o eleitorado nordestino esteja definitivamente fechado para a oposição. A eleição ainda está em fase de formação e fatores como segurança pública, economia, emprego, custo de vida e avaliação do governo podem alterar o comportamento do eleitor até outubro. Para Flávio e o campo conservador, o desafio será transformar a disputa nacional em uma campanha capaz de dialogar diretamente com as demandas do Nordeste, rompendo a tradicional vantagem do lulismo na região.