A Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB-MS) elevou o tom diante das informações divulgadas após a retirada do sigilo das investigações relacionadas ao Banco Master. Em nota publicada nesta sexta-feira (4), a entidade classificou os fatos como “gravíssimos” e defendeu uma apuração rápida e rigorosa sobre o conteúdo que envolve o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A OAB-MS informou que o tema será discutido em uma reunião extraordinária do Colégio de Presidentes das Seccionais da Ordem com a diretoria do Conselho Federal, marcada para quarta-feira (9), em Brasília. O encontro deverá ocorrer no STF e contará com a participação do presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso. A entidade sul-mato-grossense também afirma que a repercussão do caso afeta a confiança da população nas instituições.
Na manifestação, a OAB-MS sustenta que as conversas divulgadas revelam uma situação que considera “gravíssima” e sem precedentes na história recente da República. A entidade também menciona que o STF e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já determinaram, em outros casos considerados menos graves, o afastamento de autoridades do Judiciário. Por isso, defende que os fatos atuais sejam examinados com o mesmo rigor, independentemente dos cargos ocupados pelos envolvidos.
Ao concluir a nota, a seccional afirma que nenhuma autoridade está acima da legislação em um Estado Democrático de Direito. A manifestação é assinada pelo presidente da OAB-MS, Bitto Pereira. As afirmações apresentadas pela entidade correspondem à sua posição institucional diante das informações divulgadas sobre as investigações.