A ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) esteve na Câmara Municipal nesta quinta-feira (4) para se posicionar contra o projeto de lei que autoriza a Prefeitura de Campo Grande a ampliar o número de escolas cívico-militares administradas em parceria com a Guarda Civil Metropolitana.
O sindicato argumenta que as unidades não devem ser criadas de forma “independente” e sem amplo debate sobre seus impactos pedagógicos. Contudo, críticos afirmam que a entidade parece desconsiderar episódios frequentes de violência, bullying e desrespeito a professores nas escolas tradicionais da cidade.
Na quarta-feira (3), uma adolescente levou uma faca para uma unidade de ensino com a intenção de agredir uma colega, reforçando a preocupação sobre a segurança dos estudantes e profissionais da educação. Defensores do modelo cívico-militar destacam que essas ocorrências são significativamente menores em escolas que adotam disciplina e controle mais rigorosos, como já é observado em outras unidades do país.
Para alguns parlamentares, a resistência da ACP ao modelo pode ser interpretada como uma postura que coloca disputas ideológicas acima da proteção de alunos e docentes, em um contexto em que a segurança escolar se torna cada vez mais urgente.
O projeto segue em tramitação na Câmara Municipal e ainda não tem data definida para votação.
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