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Quarta-feira, 02 de Setembro 2026
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Mesmo sob protestos da esquerda, CCJ aprova PEC que proíbe aborto no Brasil

MS Conservador
Por MS Conservador
Mesmo sob protestos da esquerda, CCJ aprova PEC que proíbe aborto no Brasil
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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (27) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa proibir o aborto no Brasil. A votação, que terminou com 35 votos favoráveis e 15 contrários, gerou intensos debates e manifestações. O texto, apresentado originalmente em 2012 pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, propõe a alteração do artigo 5º da Constituição, reforçando a inviolabilidade do direito à vida "desde a concepção".

Protestos e Interrupção da Sessão

Durante a reunião, um grupo de manifestantes invadiu o plenário aos gritos de "retira a PEC" e "criança não é mãe, estuprador não é pai". A manifestação gerou tumulto e bate-boca entre parlamentares, forçando a presidente da CCJ, deputada Caroline de Toni (PL-SC), a suspender a sessão por cerca de 50 minutos e transferi-la para outro auditório.

Próximos Passos da PEC

Com a aprovação na CCJ, a PEC agora aguarda a criação de uma comissão especial pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), que terá até 40 sessões para analisar o mérito do texto. Se aprovada, a proposta seguirá para votação no plenário da Câmara, onde precisará ser aprovada em dois turnos antes de avançar ao Senado.

Polarização Política

A proposta reacendeu o confronto entre parlamentares de direita e esquerda. Enquanto deputados conservadores aplaudem a PEC, batizada de "PEC da Vida", como uma defesa da ciência e dos direitos dos nascituros, parlamentares progressistas acusam a medida de violar direitos fundamentais das mulheres. "Grande oportunidade de fazer justiça". "A ciência é inequívoca, não é uma questão política. E a vida humana, segundo a ciência, começa na concepção", declarou a deputada Julia Zanatta (PL-SC), uma das defensoras do texto. Durante a sessão, os deputados Mauricio Marcon (Podemos-RS) e Coronel Fernanda (PL-MT) exibiram um boneco representando um feto para simbolizar o que consideram uma defesa do direito à vida. Por outro lado, parlamentares da oposição criticaram duramente a PEC, apontando que ela desconsidera situações como gravidez por estupro e casos de risco à saúde da mulher.
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