A Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou neste domingo (16) que aproximadamente 400 mil pessoas participaram do ato "Anistia Já", realizado na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. A manifestação teve como principal pauta a anistia dos presos pelos eventos de 8 de janeiro de 2023.
Segundo nota da corporação, o monitoramento do evento foi conduzido pelo 19º Batalhão de Polícia, com apoio do 1º Comando de Policiamento de Área (1º CPA) e do Comando de Operações Especiais (COE). Durante as cerca de três horas de duração do ato, não foram registradas ocorrências. O evento foi organizado pelo pastor Silas Malafaia e contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), além de senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores de diversas regiões do país. Durante seu discurso, Malafaia apresentou seis pontos que, segundo ele, comprovariam que não houve tentativa de golpe em 8 de janeiro de 2023. Entre os argumentos, ele citou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) teria enviado mais de 30 alertas ao governo federal sobre o risco de a manifestação se tornar violenta, sem que providências fossem tomadas. Além disso, mencionou que o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) estava dentro do Palácio do Planalto no momento da invasão, interagindo com manifestantes e fornecendo água. “Gente, isso é uma piada. O palácio de portas abertas recebendo pseudo golpistas e ele dando água. Que golpe é esse, minha gente?”, disse Malafaia. Os condenados pelos atos de 8 de janeiro receberam penas que chegam a 17 anos de prisão, baseadas no crime de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, que prevê reclusão de 4 a 8 anos.
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