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Quinta-feira, 26 de Marco de 2026

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The Economist critica Moraes e questiona imparcialidade do STF para julgar Bolsonaro

A Economist destaca que a aprovação popular do STF caiu de 31% em 2022 para 12% em 2023.

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The Economist critica Moraes e questiona imparcialidade do STF para julgar Bolsonaro
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A revista britânica The Economist publicou nesta quarta-feira (16) um editorial em que questiona a imparcialidade do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe após perder as eleições de 2022.

No texto, intitulado “A Suprema Corte do Brasil está em julgamento”, a publicação afirma que o STF concentra poder demais e age com viés político. O principal alvo das críticas é o ministro Alexandre de Moraes, que lidera as investigações contra Bolsonaro.

A revista vê conflito de interesse, já que Moraes foi atacado diretamente pelo ex-presidente e hoje comanda o processo. Também aponta que o julgamento ocorrerá em uma câmara de cinco ministros — dois deles ligados a Lula, um ex-ministro da Justiça e outro ex-advogado do atual presidente.

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Segundo a Economist, esse formato reforça a desconfiança de que a Corte esteja agindo politicamente, o que ameaça sua credibilidade.

O editorial também critica decisões recentes de Moraes, como a ordem para que a plataforma X (antigo Twitter) removesse contas bolsonaristas, muitas vezes sem justificativa, além do bloqueio da rede e congelamento de contas da Starlink. A revista afirma que essas ações atingem principalmente a direita e são autoritárias.

Outro ponto abordado é a reversão da condenação de Lula, em 2021, por motivos processuais, e a crescente atuação política do STF desde o julgamento do Mensalão, em 2012.

A Economist destaca que a aprovação popular do STF caiu de 31% em 2022 para 12% em 2023 e alerta: a Corte pode se tornar um instrumento de repressão política.

Como solução, a revista recomenda que o julgamento de Bolsonaro seja feito pelo plenário completo, com todos os ministros, inclusive os indicados por ele. Também defende o fim das decisões monocráticas em casos políticos e que o Congresso reassuma o controle da regulação das redes sociais.

“Os brasileiros já perderam a confiança em dois dos Três Poderes. É preciso evitar que percam também no terceiro”, conclui a publicação.

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