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Domingo, 15 de Marco de 2026

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Eleição na Bolívia pode encerrar quase 20 anos da esquerda

Direita lidera.

Redação
Por Redação
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Eleição na Bolívia pode encerrar quase 20 anos da esquerda
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Neste domingo (15), a Bolívia realiza eleições presidenciais que marcam um momento decisivo na política do país, com o desgaste da esquerda, que governa o país há quase duas décadas. As últimas pesquisas de intenção de voto indicam que os candidatos mais bem posicionados são da direita, o que pode resultar em um segundo turno sem representantes do Movimento ao Socialismo (MAS), partido que dominou a política boliviana durante os governos de Evo Morales e Luis Arce.

De acordo com as últimas sondagens, o ex-presidente Jorge “Tuto” Quiroga, da aliança Liberdade e Democracia, lidera a corrida com 23% das intenções de voto. Em segundo lugar aparece o empresário Samuel Doria Medina, do partido Unidade Nacional, com 18%. Ambos são considerados figuras políticas de direita e, caso os números se confirmem, podem disputar um segundo turno inédito.

No campo da esquerda, o candidato mais bem colocado é Andrónico Rodríguez, atual presidente do Senado. Porém, com apenas 11,4% das intenções de voto, ele ocupa a quarta posição, sendo superado por outros candidatos que representam as tendências de direita. Rodrígues pertence ao MAS, mas se apresenta pela coligação Aliança Popular, refletindo a cisão interna do partido após o afastamento de Evo Morales e Luis Arce, em 2021.

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O ex-presidente Evo Morales, expulso do MAS, tem orientado seus apoiadores a anular o voto como forma de protesto. No entanto, a estratégia de anulação não deverá ter efeito prático, já que votos nulos ou brancos não invalidam a eleição. Por sua vez, Luis Arce, que desistiu de tentar a reeleição, apoia a candidatura de Eduardo del Castillo, ex-ministro de seu governo. Contudo, del Castillo ocupa apenas a sexta posição, com 8,1% das intenções de voto.

A queda de popularidade do MAS está diretamente ligada à crise que o país enfrenta, com a hiperinflação, corrupção e uma crise energética como os principais problemas apontados pelos eleitores. Esses fatores contribuíram para que a desaprovação do governo de Luis Arce alcançasse 75%, refletindo o descontentamento generalizado com o atual modelo de gestão.

Fim de um ciclo hegemônico

Na América do Sul, análises políticas apontam que as eleições deste domingo podem representar o fim de uma hegemonia que, por mais de 20 anos, concentrou poder em torno do MAS. O ciclo de governança iniciado com Evo Morales e mantido por Luis Arce, apesar de ter promovido avanços sociais em algumas áreas, também deixou marcas autoritárias no país. Críticas ao controle do judiciário, práticas autoritárias e retrocessos institucionais durante o governo Morales são amplamente mencionadas pelos opositores do regime.

A Bolívia, que antes era considerada um exemplo de estabilidade política na região, agora enfrenta um momento de incerteza e polarização. O pleito deste domingo se apresenta como um marco para o futuro político do país, com a possibilidade de mudanças profundas no cenário partidário e a chegada de novos líderes ao poder.

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