O Exército de Israel afirmou, nesta terça-feira (17), que matou Ali Shadmani, chefe do Estado-Maior do Irã em tempos de guerra, durante um bombardeio noturno a um centro de comando no coração de Teerã. Segundo os israelenses, Shadmani era o mais alto comandante militar iraniano e um dos nomes mais próximos do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
Shadmani havia assumido o cargo há apenas quatro dias, após a morte do antecessor em outro ataque israelense. Ele comandava tanto a Guarda Revolucionária quanto as Forças Armadas do Irã.
O ataque marca o quinto dia de conflito aberto entre Israel e Irã. A escalada se intensificou após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedir que os moradores de Teerã evacuassem a cidade "imediatamente". Trump deixou o encontro do G7 no Canadá e convocou a sala de guerra em Washington, afirmando que sua volta estava relacionada a “algo muito maior” do que um simples cessar-fogo.
Enquanto isso, fortes explosões foram registradas em Tel Aviv e Jerusalém, após novos lançamentos de mísseis iranianos. Israel respondeu com ataques em larga escala contra alvos militares no oeste do Irã.
O governo israelense afirma que a ofensiva visa impedir que Teerã desenvolva armas nucleares, acusação que o regime iraniano nega. Líderes do G7 e chanceleres europeus apelam por um retorno imediato do Irã às negociações nucleares para evitar o agravamento do conflito no Oriente Médio.
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