Nesta desta terça-feira, 26 de março de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi formalmente tornado réu, após o voto do ministro Alexandre de Moraes, que acolheu a denúncia do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A decisão foi tomada durante a continuidade do julgamento iniciado no dia anterior, 25 de março, e envolve Bolsonaro e outros sete aliados, em relação a uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A denúncia, que inclui acusações de tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito, tentativa de deposição do governo legitimamente eleito e tentativa de golpe de Estado, foi apresentada por Paulo Gonet. A acusação, no entanto, não apresentou novas provas que corroborassem essas alegações, o que gerou questionamentos sobre a consistência da denúncia.
Durante o julgamento, o voto de Moraes foi acompanhado pela exibição de vídeos sobre os eventos do 8 de janeiro de 2023, quando ocorreu a invasão do Congresso Nacional. Segundo o ministro, os atos "violentos" daquele dia não devem ser minimizados, criticando a recente polêmica envolvendo a cabeleireira Débora que pode ser condenada a 14 anos por escrever de batom na estatua do STF.
A decisão gerou críticas de alguns observadores. Entre as críticas, aponta-se que o mesmo tribunal que sustenta a narrativa do golpe de Estado também tomou decisões controversas, como a liberação de André do Rap — condenado por tráfico de órgãos — e a restituição de seu helicóptero. Esses críticos sugerem que a real preocupação das autoridades estaria voltada para os manifestantes que apoiaram Bolsonaro, incluindo um segmento da população considerado vulnerável, como idosos doentes e mulheres.
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