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Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026

Política

Do populismo barato à ‘Brazuelação’: Lula joga R$ 8,7 bilhões no colo do pagador de impostos”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acaba de lançar mais uma jogada eleitoral disfarçada de política social.

Redação
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Do populismo barato à ‘Brazuelação’: Lula joga R$ 8,7 bilhões no colo do pagador de impostos”
Douglas Magno/AFP
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acaba de lançar mais uma jogada eleitoral disfarçada de política social. O “Gás do Povo” chega com pompa e circunstância, prometendo beneficiar 15,5 milhões de famílias inscritas no CadÚnico – algo em torno de 50 milhões de brasileiros. A conta, claro, não sai do bolso de Lula, mas sim dos contribuintes: R$ 8,7 bilhões em 2025 e 2026. Cálculos do Executivo apontam que a medida custará R$ 3,57 bilhões neste ano e, para o ano que vem, serão necessários, R$ 5,1 bilhões.

O programa substitui o antigo Auxílio Gás, mas com uma diferença crucial: em vez de dar o dinheiro para que a família compre o botijão, o governo vai distribuir o produto diretamente. Uma mudança que amplia o controle estatal sobre a vida das pessoas e, de quebra, garante palco para mais propaganda do Planalto.

Não é coincidência que o anúncio tenha sido feito em Belo Horizonte, reduto estratégico para 2026. Estavam ao lado de Lula o ministro Alexandre Silveira e o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco, ambos de olho nas próximas eleições. Silveira deve disputar vaga no Senado, enquanto Pacheco aparece como pré-candidato ao governo de Minas. Ou seja, o programa não é só social — é também eleitoral, feito sob medida para fortalecer a base petista no estado que costuma decidir presidenciais.

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Além do gás, o governo turbina o populismo energético com a ampliação da Tarifa Social de Energia, oferecendo gratuidade de até 80 kWh por mês para famílias de baixa renda, e o chamado “desconto social” para quem ganha de meio a um salário mínimo. O custo desses benefícios recai sobre todos os brasileiros via isenção da CDE — uma taxa que já pesa 12% na conta de luz. Em outras palavras: o desconto de uns é a conta mais cara para outros.

Lula, aos 79 anos, se prepara para disputar a reeleição. E, como de costume, aposta na velha fórmula: gastar bilhões do dinheiro público para garantir fidelidade eleitoral. Minas Gerais foi decisivo em 2022 — Lula venceu Bolsonaro por uma margem apertadíssima de 50,20% contra 49,80%. A matemática é simples: agradar o eleitor mineiro agora para colher votos em 2026.

Enquanto isso, o país continua atolado em problemas estruturais — desemprego, estagnação econômica, falta de competitividade e impostos sufocantes. Mas, para o governo, o que importa é manter a base dependente do Estado e construir o marketing da “generosidade” com o dinheiro alheio.

O “Gás do Povo” pode até garantir alguns votos a mais. Mas quem realmente vai sentir o calor da chama é o pagador de impostos, condenado a bancar mais um programa eleitoral disfarçado de política pública.

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