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Sexta-feira, 16 de Outubro 2026
Política

Jornalista da CNN se assusta ao expor atos cometidos por ministros do STF

Corte investiga vazamento que expôs contratos milionários e negócios familiares ligados a ministros.

Redação
Por Redação
Jornalista da CNN se assusta ao expor atos cometidos por ministros do STF
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O jornalista William Waack afirmou, em comentário na CNN Brasil, que o inquérito instaurado de ofício pelo ministro Alexandre de Moraes para apurar suposto vazamento de dados sigilosos na Receita Federal e no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revela um padrão de atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo Waack, o inquérito foi aberto sem provocação da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República (PGR) e tem como objetivo investigar o vazamento de informações sigilosas envolvendo o próprio Moraes, o ministro Dias Toffoli e familiares de ambos.

De acordo com o jornalista, a apuração busca identificar quem levou à imprensa dados sobre um contrato milionário do escritório de advocacia da esposa de Moraes com o proprietário do Banco Master — instituição posteriormente liquidada sob suspeita de fraude — e informações sobre transações envolvendo parentes de Toffoli relacionadas a investimentos em um resort de luxo que pertencia à família.

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Waack destacou que a abertura de inquéritos sigilosos de ofício não é inédita no Supremo. Ele relembrou que, em 2019, quando Dias Toffoli presidia a Corte, o STF instaurou o chamado inquérito das fake news, também de ofício e sob sigilo, com Alexandre de Moraes designado relator. O procedimento segue em tramitação até hoje, sem prazo definido para encerramento.

Na avaliação do comentarista, à época, o inquérito foi justificado como necessário para proteger o Supremo de uma suposta campanha orquestrada contra a instituição. Agora, segundo ele, a Corte volta a agir sem provocação externa para investigar fatos que atingem diretamente seus próprios integrantes.

Para Waack, o ponto central do episódio não é o vazamento das informações, mas o conteúdo delas, que até o momento não teria sido desmentido. Ele afirmou que a divulgação causou constrangimento e contribuiu para a perda de legitimidade da instituição.

“O Supremo está agindo para proteger interesses pessoais de integrantes da Corte”, avaliou o jornalista, ao afirmar que esse tipo de desgaste costuma ocorrer quando indivíduos passam a se comportar como se fossem donos das instituições.

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