Ativista foi detida em flotilha que, segundo Israel, não levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza; entre os presos está a deputada Luizianne Lins (PT-CE)
A ativista ambiental Greta Thunberg afirmou a autoridades suecas que foi colocada em uma cela infestada de percevejos enquanto esteve detida por forças de Israel. As informações foram divulgadas pelo jornal britânico The Guardian.
Greta foi presa junto a outros integrantes de uma flotilha que afirmava transportar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. As embarcações foram interceptadas pela Marinha israelense, que, em nota, negou que o grupo estivesse levando ajuda e afirmou que a operação visava impedir “violação do bloqueio marítimo imposto à região controlada pelo Hamas”.
Segundo o jornal britânico, que teve acesso a correspondência da diplomacia da Suécia, Greta relatou a um oficial sueco que teve pouco acesso a água e comida e que apresentou feridas possivelmente causadas por percevejos. Outro detento afirmou que militares israelenses tiraram fotos da ativista segurando bandeiras, sem especificar de quais.
O documento, citado pelo The Guardian, diz que “a embaixada conseguiu encontrar-se com Greta” e que ela “falou de tratamento duro e de longos períodos sentada em superfícies duras”.
Brasileiros detidos
Entre os detidos está a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que integrava a Flotilha Global Sumud.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores informou que o governo brasileiro pediu a libertação dos cidadãos brasileiros e considerou “ilegal” a interceptação das embarcações em águas internacionais. Segundo o Itamaraty, a embaixada do Brasil em Tel Aviv comunicou formalmente ao governo de Israel a posição brasileira sobre o episódio.
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