A chegada dos carnês do IPTU 2026 causou revolta entre contribuintes na Capital e desencadeou uma ofensiva política e jurídica contra o que muitos classificam como um aumento abusivo do tributo, com percentuais em alguns casos muito acima da reposição inflacionária oficial.
A Prefeitura de Campo Grande publicou decreto autorizando o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) com base apenas na inflação, calculada em 5,32% para 2026. No entanto, muitos contribuintes relataram, ao receber os carnês, aumentos que variam de 18% a até 396% em determinados imóveis, levando à contestação pública e jurídica.
Vereadores e OAB reagem
O vereador Rafael Tavares (PL) afirma que o aumento do IPTU é desproporcional e cobra transparência da Prefeitura nos critérios de cálculo. Ele também questiona a redução do desconto para pagamento à vista, de 20% para 10%, e defende a revisão imediata dos valores lançados nos carnês.
O presidente da Câmara Municipal, Epaminondas “Papy” Neto (PSDB), declarou que o Legislativo não participou nem foi consultado sobre as mudanças no IPTU. Segundo ele, a Câmara vai oficiar a Prefeitura e montar uma equipe técnica para analisar o decreto e os critérios adotados.
A OAB/MS, presidida por Bitto Pereira, classificou o reajuste como abusivo e anunciou a adoção de medidas jurídicas. A entidade avalia que os aumentos ferem princípios constitucionais e não descarta ação judicial para suspender a cobrança.
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