O presidente da Argentina, Javier Milei, transformou as eleições legislativas deste domingo (26) em um plebiscito sobre seu governo — e saiu das urnas com uma vitória esmagadora. A coalizão La Libertad Avanza (LLA) conquistou mais de 40% dos votos em todo o país, superando amplamente o peronismo, reunido sob o nome Fuerza Patria, que ficou com 24,5%.
O resultado surpreendeu a imprensa argentina e internacional, que ao longo das últimas semanas havia projetado um desempenho modesto do governo e a manutenção da hegemonia peronista em Buenos Aires. O que se viu foi o oposto: o libertário que chegou ao poder prometendo “dinamitar o sistema” virou o jogo nas urnas e consolidou sua base política em todo o território nacional.
Milei avança em redutos da oposição
A La Libertad Avanza obteve vitórias expressivas em Córdoba, Santa Fe, Mendoza e na Cidade de Buenos Aires, onde manteve aliança com o PRO, de Patricia Bullrich e Mauricio Macri. Além disso, o governo conseguiu se impor em Entre Ríos, Salta, Corrientes, Chaco, San Luis, Jujuy, Tierra del Fuego e Santa Cruz, conquistando regiões tradicionalmente hostis à agenda liberal.
Já o peronismo manteve o controle apenas de Formosa, Tucumán, Santiago del Estero, Catamarca, La Rioja e La Pampa, e ainda assim por margens reduzidas, o que reforça o desgaste da esquerda argentina fora de seus redutos históricos.
Congresso mais favorável a Milei
Com a renovação parcial das cadeiras no Congresso, Milei conquistou um cenário parlamentar mais favorável à continuidade de suas reformas econômicas e administrativas.
Na Câmara dos Deputados, a La Libertad Avanza venceu com 64 dos 127 assentos em disputa, enquanto a Fuerza Patria ficou com 31 cadeiras. No Senado, a coalizão libertária adicionou 12 novos nomes, consolidando uma base de sustentação capaz de manter vetos presidenciais e negociar projetos estruturais.
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