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Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2026
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Bukele disse que Brasil não acaba com as facções criminosas ‘porque elas estão no governo’

Bukele citou o Brasil como exemplo de um Estado grande e poderoso que, mesmo assim, convive com o domínio territorial de facções.

Redação
Por Redação
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Bukele disse que Brasil não acaba com as facções criminosas ‘porque elas estão no governo’
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O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou que o Brasil não consegue acabar com as facções criminosas “porque elas estão no governo”. A declaração foi feita em discurso no qual o salvadorenho defendeu que a incapacidade de alguns países em enfrentar o crime organizado não decorre de limitações estruturais, mas da presença de criminosos infiltrados nas próprias instituições públicas.

“Não há governo que não possa eliminar a criminalidade. O Leviatã, o Estado, é sempre mais forte que qualquer organização criminosa”, disse Bukele. “Como é possível que uma organização criminosa possa se apropriar de um território inteiro e o governo não possa tirá-los de lá? Porque eles estão no governo, por isso.”

Bukele citou o Brasil como exemplo de um Estado grande e poderoso que, mesmo assim, convive com o domínio territorial de facções.

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“As organizações criminosas do Brasil são muito maiores, mas também o Estado do Brasil é muito maior, mais forte e poderoso do que as organizações. Não podemos deixar zonas para os cartéis, outras para as gangues. Algo está errado”, declarou.

O presidente comparou a situação brasileira à de países que enfrentam condições geográficas complexas, mas mantêm controle sobre o território.

“O que acontece é que no Brasil temos a selva? O Canadá tem territórios impenetráveis, a Índia e a China têm populações gigantescas e mesmo assim o Estado controla o território”, afirmou.

Bukele também ressaltou os resultados de sua política de segurança, apontando que El Salvador deixou de ser um dos países mais violentos do mundo para se tornar, segundo ele, o mais seguro do hemisfério.

“Nós demonstramos isso: éramos o país mais inseguro do mundo e agora somos o mais seguro do hemisfério”, disse.

As declarações reforçam o discurso do líder salvadorenho de que o combate ao crime depende da decisão política de enfrentar as organizações criminosas, e não apenas de recursos ou estrutura estatal.

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