Um professor da UFMS, condenado por estuprar uma aluna, foi promovido pela universidade. Mesmo afastado desde março, após ser sentenciado a 8 anos de prisão em regime semiaberto, o docente teve sua progressão funcional publicada em 11 de agosto, passando para o cargo de Associado/1.
O crime aconteceu em 2016, numa república estudantil. A aluna foi encontrada nua, chorando e desorientada. A Justiça reconheceu o estupro e impôs, além da prisão, uma multa de R$ 30 mil. Mesmo assim, a UFMS seguiu com a promoção — e até agora não explicou por quê.
Legal, mas imoral
A universidade pode alegar que a progressão obedece regras formais. Mas não se trata de legalidade — se trata de ética. Como uma instituição pública, que se diz comprometida com o respeito e a educação, consegue premiar um estuprador com uma promoção?
Mesmo com o processo disciplinar ainda em andamento, a escolha de manter o nome do professor entre os promovidos é um tapa na cara da comunidade acadêmica. Quem estupra não educa — e não deve ser promovido.
Silêncio que grita
A UFMS está calada. Mas o silêncio também fala — e, nesse caso, passa a mensagem de que a instituição protege o agressor. Os estudantes já se manifestaram, protestaram, exigiram respostas. E até agora, nada.
O que a universidade espera? Que o caso caia no esquecimento? Que os alunos aceitem ter um estuprador promovido com dinheiro público?
É hora de revogar essa promoção
A promoção precisa ser cancelada. A universidade tem poder para isso — e a obrigação moral também. Caso contrário, a mensagem será clara: violência sexual não tem consequência, nem dentro da sala de aula.
A UFMS tem que escolher: ou apoia suas alunas, ou se cala diante dos agressores. Neste momento, o silêncio já é uma escolha. E ela é vergonhosa.
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