A reformulação da Tarifa Social de Energia Elétrica, assinada pelo presidente Lula, vai garantir gratuidade na conta de luz para famílias de baixa renda. Segundo estudo da Volt Robotics, o custo da medida será repassado à classe média e aos trabalhadores assalariados, com possível aumento de até 12% na fatura de quem não for beneficiado.
Enquanto isso, o setor público não contém despesas e recorre ao aumento de impostos para sustentar altos salários de políticos, juízes e servidores de elite. Muitos recebem vencimentos acima do teto constitucional, além de auxílios como moradia, alimentação e aposentadorias diferenciadas.
Seguem também os gastos com regalias: viagens oficiais com passagens em classe executiva, estadias em hotéis de luxo, uso de seguranças, carros oficiais, diárias elevadas e estruturas de apoio bancadas com recursos públicos.
Há ainda repasses milionários a projetos culturais e eventos artísticos via Lei Rouanet, frequentemente questionados por falta de transparência e critérios objetivos. Parte desses recursos é direcionada a artistas que, publicamente, apoiam figuras do poder, o que levanta críticas sobre possível favorecimento político disfarçado de incentivo cultural.
Enquanto a classe média paga a conta dos benefícios sociais para os mais pobres e sustenta as regalias da elite do funcionalismo público, fica o questionamento: até quando a elite política e do setor público, a verdadeira classe alta do Brasil, vai se dar conta de que são os trabalhadores assalariados que sustentam esse sistema?
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